terça-feira, 29 de setembro de 2015

Evento Cultural da Semana

Espetáculo - "Três Luas"


Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?
Amar o perecível,
o nada,
o pó,
é sempre despedir-se.

                                      Hilda Hilst

      Em cartaz no CCBB, "Três Luas" é um espetáculo que une música, dança e poesia, desenvolvido pelo grupo de dança Primeiro Ato, com direção artística de Suely Machado. Nasceu com a poesia de Hilda Hilst musicada no CD "Ode descontínua e remota para Flauta e Oboé de Ariana para Dionísio" por Zeca Baleiro e interpretada por grandes vozes femininas brasileiras. Mistura o amor idealizado de Ariana com a falta de Dionísio, transformando em movimento a amplitude de sentimentos experimentada pelo eu lírico, do universo onírico ao desejo insaciável. Além disso, as coreografias foram incrementadas com as próprias vivências dos dançarinos, que participam portanto ativamente da criação poética. O "palco" - uma espécie de arena cercada pelos espectadores - permite não só a aproximação dos artistas com o público como também a diferença abrupta dos ângulos de visão de cada lado, criando mais possibilidades de panorama do espetáculo. 




Glaura - Dinâmica para soltar o traço

     Participamos, na primeira viagem a Glaura, de uma dinâmica de croquis a fim de nos permitir um traço mais solto. A experiência contava com música, a qual era mais lenta para aqueles desenhos que tínhamos mais tempo e mais rápida para desenhos mais ágeis. Além disso, pudemos experimentar croquis com e sem contexto de diferentes pontos de vista para os mesmos objetos dispostos no centro de uma roda e de uma dinâmica na qual os colegas completavam os desenhos uns dos outros, demonstrando a grande diferença de traço e de enfoque.

5 minutos com contexto


Sequência (1/2/3 minutos)


 

Diferentes pontos de vista na mesma folha

 

Completado pelos colegas



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Evento Cultural da Semana

Indie Festival - "Eu sou Ingrid Bergman"

JAG ÄR INGRID

Stig Björkman | Suécia | 2015 | DCP | 114 min | CI: 12 anos



     Aconteceu esse mês em Belo Horizonte o "Indie Festival", festival de cinema independente. Filmes do mundo inteiro entraram no circuito popular no Cine Humberto Mauro, no Belas Artes Cinema e no Sesc Palladium.
       A abertura do festival no Belas Artes trouxe o documentário "Eu sou Ingrid Bergman", sobre a vida da atriz sueca ganhadora de três Oscars. O filme é muito interessante, pois conta com diversas filmagens feitas pela própria atriz, que levou adiante o costume de seu pai de filmá-la. Isso dá um caráter bastante íntimo e profundo ao filme, uma vez que nos permite olhar para a vida de Bergman por suas próprias lentes. Duas cenas me chamaram muito a atenção quando comparadas: um teste de maquiagem feito quando ela era ainda jovem e uma visão de seu rosto quando já mais velha. Como "espírito livre" que era, as cenas capturam sua vivacidade e satisfação com a vida, sem arrependimentos ou dúvidas. A contraposição de suas gravações com as entrevistas feitas com seus filhos é também curiosa, pois mostra não só a diferença de perspectiva da situação (uma dela mesma e a outra dos filhos) como a heterogeneidade de visões entre os próprios filhos sobre a mãe. Muito comovente, o documentário foi, na minha opinião, um ótimo primeiro passo para o festival, que completa 15 anos nessa edição.





Evento Cultural da Semana

Exposição - Leonilson: Truth, Fiction

                                                                                                                           "Favorite Game"

   A exposição "Leonilson: Truth, Fiction", que acontece até 28 de setembro no CCBB de Belo Horizonte, contém 150 obras do artista cearense José Leonilson Bezerra Dias. Destaque da arte contemporânea brasileira, Leonilson compôs obras de bordado, pintura sobre tela e, principalmente, desenhos.




     Dividida pela curadoria de Adriano Pedrosa em 7 seções não cronológicas, a exposição conta com: Os diários, As geografias, As matemáticas e as geometrias, Os brancos, 1991, As ilustrações e A cena final. Para mim foi interessante observar como praticamente todas as obras tem um fundo da realidade vivida pelo artista, que sabe jogar com traços simples para dizer muito. Além disso, Leonilson torna seu trabalho sedutoramente biográfico, o que deve ser tratado com cuidado: a representação vem sempre carregada por pelo menos um toque de subjetividade. Entre críticas ao país que deixara recentemente a Ditadura Militar, dilemas pessoais, viagens, amores e revolta contra paradigmas sociais, o artista leva à indagação: o que é real e o que não é?



     O trabalho de Leonilson, ainda que suas obras sejam datadas das décadas de 80 e 90, é bastante atual no que concerne principalmente às reflexões pessoais, pois abrange amor, angústia, separação e felicidade, por exemplo.


Glaura - Entrevistando moradores

     Com o objetivo de conhecer mais a cidade e entender melhor suas relações, os grupos montados em Glaura foram divididos em duplas para a realização de entrevistas. Tivemos um workshop para melhorar nossas habilidades de abordagem e diálogo e, tendo-o como base, montamos um roteiro para nos ajudar a guiar as entrevistas.

Tópicos a serem desenvolvidos nas entrevistas:

  1. Espaços de lazer
  2. Por que Glaura?
  3. Grande liberdade na cidade/Privacidade
  4. Comemorações
  5. Casas sem muro e sua influência nos habitantes
  6. Relação com as cidades vizinhas
  7. Problemas da cidade
Roteiro de entrevista:

  • Apresentação, com nome das pessoas da dupla, explicação breve sobre o trabalho e permissão para gravar ou não; 
  • Informações pessoais do entrevistado (nome, profissão, endereço, idade/faixa etária)
  • Sempre morou aqui em Glaura? Por quê?
  • Como é morar em Glaura para você?
  • O que mais te chama atenção na cidade?
  • Qual a relação com as cidades vizinhas? O que fazem lá?
  • Onde costumam se reunir no tempo livre?
  • Algo te incomoda na cidade?
  • Quais são as festas da cidade? Onde são realizadas?
  • Quais lugares você mais frequenta?
  • O que acha das casas com janelas e portas viradas diretamente para a rua? Já havia pensado nisso?

Glaura - Croquis de contexto



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Glaura - Infográfico

Esboço do infográfico de Glaura no papel

Primeira versão do infográfico no Photoshop


Segunda versão do infográfico no Photoshop


Versão final do infográfico no Photoshop






quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Museu de Arte da Pampulha - 03/09

 Croqui de 15 minutos
Croqui de 5 minutos


Conjunto Arquitetônico da Pampulha, Oscar Niemeyer e Le Corbusier

    Com o intuito de desenvolver a região norte de Belo Horizonte e alocar ali uma área de lazer, o prefeito Juscelino Kubitschek encomendou do arquiteto Oscar Niemeyer o projeto para o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em associação a Burle Marx e Portinari. Construído entre os anos de 1942 e 1944, o complexo inclui o Cassino (hoje Museu de Arte da Pampulha), a Casa do Baile, a Igreja São Francisco de Assis e o Iate Tênis Clube.


    Hoje Museu de Arte da Pampulha, conhecido também por "Palácio de Cristal", até o ano de 1946 -quando os jogos foram proibidos pelo presidente Dutra - funcionava como um cassino frequentado pela alta sociedade belo-horizontina. Os espelhos de cristal belga, as colunas revestidas com aço inox, a estrutura de concreto com paredes de vidro que separam interior e exterior, os vãos livres e o jogo de curvas e rampas em conjunto à localização do Cassino (com ampla visibilidade de toda a lagoa) têm papel decisivo na demonstração de exuberância dos frequentadores.
    "Quando funcionava como cassino, cumpria bem suas finalidades, com seus mármores, suas          colunas de aço inox e a burguesia a se exibir, elegante, pelas suas rampas" - Oscar Niemeyer
    Todo o Conjunto da Pampulha e praticamente toda a obra de Niemeyer tiveram extrema influência da arquitetura moderna, a qual teve Le Corbusier como precursor.
    Arquiteto e pintor franco-suíço, Le Corbusier se tornou uma das figuras mais importantes da arquitetura no século XX. Projetou, por exemplo, a Vila Savoye, na França, uma casa-ícone que sintetiza suas ideias com relação à nova arquitetura que sugeria para a época - a qual, para ele, seria marcada pela máquina, pela razão e pelo progresso. Resumiu suas ideias em cinco principais, os chamados "5 pontos da Nova Arquitetura":
  1. Planta livre da estrutura: a divisão dos cômodos internos é feita independentemente da configuração estrutural, de forma que as paredes divisórias não possuem função portante na sustentação do edifício;
  2. Construção sobre pilotis: o pilotis é um sistema, proposto por Corbusier, no qual o térreo das construções fica livre, de forma a transformá-lo em uma extensão do espaço externo e elevar a residência do solo;
  3. Terraço-jardim: evitando a cobertura tradicional em telhados, Le Corbusier propõe a ocupação das últimas lajes das edificações com jardins, liberando do solo usos particulares.
  4. Fachada livre: a disposição das aberturas na fachada é independente da configuração estrutural do edifício, visto que os pilares e vigas são projetados internamente ao edifício, e não mais junto à fachada.
  5. Pano de vidro: Le Corbusier evita a solução tradicional de propor aberturas limitadas, ou muito verticais, buscando iluminação constante e homogênea, da mesma forma que o resultado estético na fachada evita a ornamentação excessiva da arquitetura anterior.
  Vila Savoye


quarta-feira, 2 de setembro de 2015